Brazil - Forró

  • NAZARÉ PEREIRA - voz

  • KZAM GAMA - guitarra e baixo

  • SAGICA - bateria e percussões

  • EDNILSON - zabumba e pandeiro

  • ZÉ DO NORTE - accordeon

  • MISTER XIS, ELIENA,KZAM NERY - coro

  • partecipação especial MANASSES - guitarra de 12 cordas

  Gravado no Studio Stars, Junho 2001, Fortaleza, CE, Brasil.

  Direção artistica: KZAM GAMA
  Engenhero do som: PATRICK RUBAUD
  Mixagem: PATRICK RUBAUD - KZAM GAMA
  Produtor musical: KZAM GAMA
  Produzido por SUNSET-FRANCE, distribudora: MELODIE
  Etiqueta: PLAYASOUND, PS 65251

  Internet: www.playasound.com

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  Dedico este disco à memória dos dois homens que marcaram minha vida artística: meu pai  o "Sanfoneiro" Manuel Tenório da Silva, e o Luiz Gonzaga, o "Rei do forró".

                       

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O forró

  O forró é o "bal populaire", como os franceses chamam, não é só o lugar onde se fazem as festas mas também o nome das festas e das músicas tocadas por lá. Num forró você pode escutar qualquer forma de música, mas principalmente as do Norte e as do Nordeste do Brasil quais baião, xote, arrasta-pé, quadrilha, rojão, coco, maracatu, carimbó e outras.

  Quando os Ingleses vieram para o Brasil para construir as ferro vias, acerca nos anos '20, começaram no sertão da Bahia. Para oferecer diversões ás trabalhadores nas horas de folga, eles construíram grandes sites para fazer festas com músicas e bailes.

  Algum fala que a palavra "forró" vem das placas na entrada daquelas construções para indicar que as festas eram para todos: "For all". Os caboclos não falavam Inglês, assim foi que "for all" pouco a pouco virou "forró". Outras pessoas dizem que "forró" vem do "ferro", usado para construir as ferro vias. Outros dizem que naquela época as danças não convencionais eram chamadas "forrobodó", do que vem "forró" cortando a palavra.

  Aquelas festas eram reservadas para os trabalhadores, moradores daquelas regiões, pessoas pobres, mas durante anos aquelas músicas inspiraram grandes poetas, cantores e compositores, como o Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e muitos outros. Els pegaram aqueles ritmos e estilos musicais e os juntaram com palavras contando a historia de todos os dias, o amor, os problemas que a grande seca daquelas regiões trazia: fome, pobreza, emigração por outros estados. Mas as músicas que saíram eram muito vivas, entusiastas e alegre e faziam o que os bailarinos esquecesses por uns momentos a dura realidade daquela vida pobre.

  O forró passou para uma longa rua para chegar aqui. Hoje em dia grandes compositores quais Caetano Veloso, Gilberto Gil, Lenine, Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho e outros compõem e cantam forró. Graças a eles a popularidade do forró saiu até do País para conquistar o mundo.

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O disco

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  1. Forroxote em Cariri (Nazaré Pereira). Forroxote é uma mistura de forró e xote. Nazaré compões a canção quando chegou da França em Fortaleza, capital do Ceará. Ela estava querendo gravar naquela cidade, uma das capitais do forró, assim ela botou todo o seu entusiasmo e jóia na canção.
  2. Valente Nordeste (Gurguio). O tributo para aqueles que moram na região pobre do Nordeste. Desfiando as dificuldades daquela vida, os Nordestinos amam e dançam como em sonho, que deixa eles esquecer das dificuldades. Oh, como valentes são os Nordestinos!
  3. Tacacá (Lourival Passos). Esta faixa é típica do Norte. O autor dá homenagem á capital do Pará, Belém, sua cozinha, sua religião. Nossa Senhora de Nazaré é a santa patrona da Amazônia. O Lurival Passos descreve a não comum harmoniosa atmosfera que reina em Belém.
  4. Baião em Paris (Humberto Teixeira). Esta canção foi escrita por Humberto Teixeira nos anos '50 quando ele ficou em Paris. No seu francês imperfeito ele desejou homenagear os vários bairros: Pigalle, Monmartre. Nazaré Pereira ama cantar esta canção.
  5. Rodopiou (Ivan Cardoso) Este é carimbó, uma dança da Amazónia que Nazaré pensou juntar com os instrumentos do forró. O compositor Ivan Cardoso homenageia os três grandes compositores e cantores de carimbó: Pinduca, Verequete e Cupijó.
  6. Meu jardim de amor (Romulo Marques-Nazaré Pereira). Com uma melodia de Romulo Marques, Nazaré canta seu jardim de amor, a casa da sua família lá em Belém, onde ela volta de vez em quando para curtir o prazer de ficar junto com a mãe, dona Maria e seus irmãos e irmãs. Ela descreve os bons momentos passados com a família e na rede no meio do jardim, olhando a chuva caindo ou dançando livremente.
  7. Medley. Neste medley (pot-pourri), Nazaré junta três famosos forrós: Forró de cabo a rabo (Luiz Gonzaga-João Silva) - Casaca de couro (Rui de Moraes) - Pagode russo (Luiz Gonzaga-João Silva).
  8. Maracatimbó (Nêgo Nelson-Kzam Gama). Uma mistura de dois ritmos: maracatú (do Pernambuco) e o carimbó (do Pará). Na música de Nêgo Nelson, Kzam Gama homenageia Marapanim, a cidade onde nasceu o carimbó, e também a família dele.
  9. Cristina (Nazaré Pereira-Coaty de Oliveira). Cristina irmã mais nova de Carolina (heroína de um dos sucessos de Nazaré). Cristina, é uma menina muito alegre e faceira descobrindo o amor...
  10. Gosto do teu beijo (Kzam Nery-Manoel Cordeiro). Uma canção de amor descrevendo o prazer de um beijo.
  11. O Uirapuru (Waldemar Henrique). Uirapuru é o nome de um raro pássaro da Amazónia. O seu canto só se pode ouvir dois semanas por ano, quando ele construa seu ninho. Ele canta de manhã somente uns 5-10 minutos. Seu canto é assim melodioso que a lenda diz que os outros pássaros param de cantar para escuta-lo. Ele traz boa sorte em amor para aqueles que ouçam seu canto.
  12. Medley. Neste pot-pourri Nazaré une dois famosos forrós: Doido pra vadiar (Jorge de Altinho) - Forró do Xenhenhem (Cecéu).
  13. Que nem Jiló (Luiz Gonzaga-Humberto Teixeira). Jiló é um pequeno fruto muito amargo. Luiz Gonzaga, compara a amargura do fruto em comparação com a doçura do amor.
  14. Quadrilha em família (Nazaré Pereira). Nazaré homenageia a sua família toda e imagina todos dançando a quadrilha.
  15. J'ai deux amours (Vincent Scotto-Geo Koger-Henri Varna). 'Eu tenho dois amores'. A referencia com uma canção francesa na qual Nazaré se compara com a Josephine Baker ("minha inspiração"). "Escolhi esta canção porque bem caba com a minha historia: nasci na savana, mais amo viver em Paris", diz a Nazaré.

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